O segundo episódio de Loki chegou ao Disney+ e deixou mais perguntas e do que respostas. O capítulo “revelou” quem é a variante do Deus da Trapaça, mas sem nomeá-la como Lady Loki propriamente, dando brecha para que ela possa ser na verdade a Encantor. Pelo menos, temos a confirmação oficial do papel da atriz britânica Sophia Di Martino.

Como se isso não fosse o bastante, ela acaba criando um caos na linha do tempo formando um multiverso. Tendo em mente qual será o futuro do MCU com os próximos filmes, é provável que este seja o ponto de partida para muita coisa a partir de agora.

Reprodução/Marvel Studios

Mas antes de tudo, sentimos que seria importante antes de qualquer discussão trazer um pouco de informações dos quadrinhos e mitologia nórdica. Afinal, Loki nunca foi necessariamente um homem, pelo contrário. Uma de suas principais características é mudar de forma e se transformar até em animais. Inclusive uma das histórias mais famosas da mitologia é a da transformação em uma Égua que o fez engravidar de um cavalo.

Na adaptação para os quadrinhos da Marvel, o personagem é gênero fluído, logo não se identifica como um homem ou mulher, podendo ser ambos. Pela primeira vez em dez anos, o Marvel Studios abordou essa faceta colocando o detalhe em sua ficha da AVT. Em uma apresentação logo no começo, podemos ver o Mobius (Owen Wilson) explicando como que as variantes podem mudar suas formas, podendo até ser uma mulher.

Quem é a Lady Loki

Reprodução/Marvel Comics

Nos quadrinhos, a Lady Loki se trata de uma própria reencarnação do original. O Ragnarok funciona de forma cíclica, ou seja, todos vivem morrendo e voltando e precisando passar por tudo novamente. Para quebrar o ciclo, Thor consegue fazer com que todos Asgardianos morram de forma permanente e ele cai em sono profundo. No entanto, seu plano envolvia ressuscitar seus aliados após acordar, e assim, Loki havia deixado uma armadilha pronta para que ele voltasse.

O corpo da Lady Sif havia sido alterado para que recebesse o espírito do Deus da Trapaça. Logo, quando ela retorna, já não é mais quem era antes e sim a Lady Loki. Seus atos são vistos como diabólicos, o que explica a referência ao Mephisto no primeiro episódio.

Mas existe a possibilidade de na verdade, a vilã que vemos na série não ser de fato a variante que eles procuram. As habilidades estão muito mais atreladas a feitiçaria, lembrando a Feiticeira Escarlate e a Agatha Harkness, mas com poderes na cor verde. Ela também não se nomeou como Loki, fugindo da identidade quando chamada desta forma.

Pegando os quadrinhos como referência, a personagem lembra muito mais a Encantor do que a Lady Loki com essas características.

Encantor do MCU?

Reprodução/Marvel Comics

Criada por Jack Kirby e Stan Lee em 1964, a Encantor é uma vilã que originalmente tem como característica a sedução de homens e usar isto ao seu favor. Nascida em Asgard com o nome de Amora, ela treinou com uma das maiores feiticeiras do planeta, Karnilla. Um de seus objetivos sempre foi seduzir Thor, mas sua personalidade aristocrática e vingativa sempre fez o Deus do Trovão temer por suas ações e não cair nos joguinhos.

Mas em 2009, houve a criação de Sylvie Lushton por Paul Cornell, que adotou o nome de Encantor para si. Se trata de uma humana que teve seus poderes concedidos por Loki, apenas porque queria ver alguém acreditando ser asgardiano. Uma de suas características inclusive, é a manipulação mental, fazendo com que os outros façam as suas vontades.

No MCU, essa segunda versão pode ser a que vemos no episódio e talvez ainda exista outra variante do Loki por trás dos seus poderes, como forma de usa-la como bode expiatório. Há informação de que o ator Richard E. Grant dará vida a uma versão mais velha do personagem, o que colabora com essa teoria.

Outra possibilidade é de que ela seja de fato uma variante, mas que virá a se chamar Encantor em algum momento para desvincular de sua contraparte. De qualquer forma, poderemos ver uma junção das duas personagens em apenas uma ou tudo isso não passar de especulação e não ter nada sobre a feiticeira asgardiana.

Multiverso da Loucura

Reprodução/Marvel Studios

Ao que tudo indica, nossa Variante andou tramando um golpe para a organização afim de encontrar os Guardiões do Tempo. Assim, ela bombardeia a linha do tempo, criando um multiverso que não tem mais controle. Intrigado para saber mais dela, o Loki de 2012 (o incrível Tom Hiddleston), desvincula de Mobius e vai atrás dela.

Essa deve ser a base para desenrolar os eventos de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Os primeiros impactos disto devem ver vistos no filme do teioso, que usará essas novas linhas do tempo para apresentar o Doutor Octopus da trilogia de Tobey Maguire e o Electro da franquia de Andrew Garfield.

Nesse sentido do que a série apresentou, tudo indica que esses dois universos se tratam de variações da linha do tempo do MCU. Essa ideia se torna curiosa se lembrarmos que em Homem-Aranha 2, existe uma menção a existência de um Doutor Estranho. Claro que na época tudo não passou de uma referência a um personagem que o diretor Sam Raimi gostava, mas hoje pode servir como conexão.

Outro ponto importante é que o diretor é hoje o responsável pelo segundo filme do Mago Supremo. Sendo assim, podemos ter muitas pontas sendo fechadas neste filme e com conexões a esses universos.

Mas tudo isso não passa de especulação e que nos deixa mais animados para as próximas semanas e até os próximos filmes deste tema.

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