Baseado nas HQS de mesmo nome e dirigido por Gina Prince-Bythewood, The Old Guard chega ao serviço de Streaming da Netflix com a proposta de entregar uma boa experiência de ação para as telas, assim como uma boa adaptação da obra original.

O roteiro é assinado por Greg Rucka, integrante da dupla de autores dos quadrinhos ao lado de Leandro Fernandez. É aqui onde o longa encontra suas maiores fragilidades, a narrativa nos apresenta seus personagens sem um conhecimento prévio de quem são e porquê estão ali, e isso não é mal executado, muito pelo contrário, ao passar dos acontecimentos vamos compreendendo quem são e o que fazem de maneira orgânica e interessante o suficiente pra nos fazer embarcar junto na história.

O maior problema é o longa tentar nos aproximar dos personagens e suas histórias mas com poucos arcos narrativos que sejam eficientes em conseguir executar essa tentativa de maneira eficaz. A única personagem que temos uma aproximação eficiente é a de Kiki Layne, que diferente dos outros personagens, tem sua jornada iniciada no tempo em que a narrativa se passa.

The Old Guard

É claro, há mérito também da atriz, que também está junta a um excelente elenco que entrega de forma eficaz seus personagens. Charlize Theron como protagonista consegue executar sua proposta com eficácia, porém o roteiro não consegue elevar esse nível. O mesmo acontece com o vilão Steven Merrick que é interpretado com segurança por Harry Melling, apesar de seu roteiro contar com uma motivação coerente e interessante, o mesmo não é explorado de maneira mais interessante a ponto de criar um arco vilanesco que chegue a cativar.

The Old Guard

O ponto principal da proposta do longa são suas cenas de ação, que aqui ficaram encarregadas pela produção do estúdio Skydance Productions, que já tem um histórico bem conhecido nesse gênero (Os mais recentes filmes da saga Missão Impossível, G.I Joe, Star Trek...).

Nesse quesito, o longa não inova, mas nos oferece sequências de ação cativantes, divertidas e bem executadas. O ritmo do longa é bem equilibrado entre o desenvolvimento da narrativa e as cenas de ação, mas um fato é que a narrativa é montada para dar origem as sequências de ação, enquanto ao mesmo tempo tenta nos aproximar dos personagens, e é aí que se desencadeia a fragilidade antes citada.

Há um ponto muito importante a se ressaltar no longa que é a representatividade LGBTQIA+ com destaque e sem esteriótipos em um filme do gênero, algo que acabou transformando o longa de certa forma no pioneiro da representatividade no meio desse tipo de produção. A diversidade na história é algo sempre presente, a personagem feminina forte sem sexualização, personagens pretos e LGBT com relevância e sem esteriótipos narrativos.

The Old Guard

Tudo isso nos leva ao final com um gancho para uma possível continuação, que pode estar sendo planejada pela Netflix, e que também pode enriquecer o universo apresentado, e é por isso que espero.

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