O Diabo de Cada Dia é o novo longa da Netflix que chamou atenção pelo seu forte elenco, e que já vem dividindo opiniões.

Com base no livro O Mal Nosso De Cada Dia escrito por Donald Ray Pollock, a narrativa segue diferentes pessoas com histórias que se entrelaçam uma a outra, enquanto acompanhamos essa narrativa sendo contada de forma as vezes linear, as vezes não.

O longa explora e apresenta com excelência cada personagem e seu drama pessoal, isso não é mérito apenas do roteiro e da direção, mas principalmente do forte elenco, que merece a atenção chamada pelos seus nomes destacados na produção.

Nomes como Robert Pattinson, Bill Skarsgård, Sebastian Stan, Harry Melling, Riley Keough, chamaram a atenção e que como esperado nos entregam uma performance recheada de substância e verdade, o que é crucial para essa narrativa se permanecer interessante.

O Diabo de Cada dia

Mas o maior destaque é de Tom Holland, que seria a estrela do longa em seu primeiro papel mais sombrio, digamos. Holland entrega com verdade seu personagem. Seus trejeitos, sotaque e comportamento são todos executados de uma maneira que alinhada com o roteiro, nos deixa ansiando pelo que está por vir com o personagem.

O Diabo de Cada dia

O roteiro trata de histórias pautadas em uma realidade sombria da vida de alguns, os temas como fanatismo religioso e famílias conturbadas é muito abordado pela narrativa. Esse reflexo sombrio da realidade nos carrega com o clima um tanto desolador, expressado nos personagens, na fotografia e no roteiro, porém nesse reflexo não é proposto de forma exposta algum tipo de crítica sobre os temas tratados, o que temos são essas histórias e sua proposta é simplesmente nos fazer acompanha-las, já refletir ou raciocinar sobre os temas, vem por escolha do espectador.

O Diabo de Cada dia

Tratando de situações delicadas e as vezes brutais, o longa tem sua violência gráfica trabalhada de uma maneira eficaz, onde não expõe excessivamente as cenas brutais mesmo quando precisa transmitir uma sensação de desconforto ou choque, conseguindo cumprir essa tarefa com uma construção inteligentes de montagem.

O que temos no roteiro é uma narrativa inteligente que sabe desenvolver seus personagens e suas histórias em um bom ritmo por boa parte da duração, isso começa a decair mais ou menos depois de uma hora e vinte minutos de filme. Depois disso temos uns boas sequências que se tornam massantes, mesmo que esse tempo seja gasto com coisas que agregam no que a obra pretende transmitir.

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